Inovações em sistemas de produção de arroz de agricultores familiares na região central do Rio Grande do Sul - BR e do Baixo Limpopo - MZ
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Data
2024-07-18Primeiro coorientador
Patias, Tiago Zardin
Primeiro membro da banca
Rosario, Nelson Maria
Segundo membro da banca
Christofari, Luciana Fagundes
Metadata
Mostrar registro completoResumo
A Inovação agrícola é o processo pelo qual indivíduos e organizações criam produtos,
processos, ou formas de organização, com o objetivo de aumentar a eficácia, a competitividade,
a resiliência a choques ou a sustentabilidade ambiental. Seu objetivo é contribuir com a
segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento socioeconômico ou gestão sustentável dos
recursos naturais (FAO, 2023). As inovações agrícolas podem se constituir ferramentas
importantes no melhoramento da produção e produtividade do arroz. Este estudo tem como
objetivo analisar as inovações nos sistemas de produção de arroz no Rio Grande do Sul-Brasil
e no Regadio de Baixo Limpopo-Moçambique. Para alcançar os objetivos, recorreu-se a fontes
secundárias por intermédio da revisão bibliográfica, dados primários obtidos através de um
roteiro de pesquisa semiestruturada, e realizada entre os meses de outubro a dezembro de 2023.
A pesquisa é caraterizada como multicasos, e o levantamento de dados foi realizado nos
municípios de Dona Francisca e Agudo, no Rio Grande do Sul, e foram entrevistados
agricultores, técnicos da EMATER e técnicos da IRGA. Em Moçambique, a entrevista foi
dirigida a técnicos da Extensão Rural, do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique e
aos produtores. Os resultados desta pesquisa revelam que os produtores do regadio de Baixo
Limpopo usam sistemas de produção direto, convencional e transplante manual, enquanto no
Brasil usam sistema de plantio direto convencional, sistema de produção pré-emergente e
sistema de cultivo mínimo. Os produtores da região da Dano Francisca e Agudo, no Rio Grande
do Sul, aderem a tecnologias do uso de fertilizantes inorgânica numa quantidade correspondente
a 620 kg/ha, uso de pesticidas e herbicidas no controle das pragas e doenças, bem como para
eliminar infestantes nas lavouras, e, em Moçambique, grande parte dos produtores do setor
familiar ainda usam mão de obra humana e tração animal nas suas atividades, para preparação
do solo, controle da erva daninha e para colheita. A quantidade de fertilizantes usado pelos
produtores do regadio de Baixo Limpopo variam de 0 a 100 kg por hectare. Os níveis da
produção e produtividade alcançados no Brasil e em Moçambique são influenciados pelos
fatores socioeconômicos e pelas mudanças institucionais. Os produtores do arroz, no Brasil,
têm mais apoio para o melhoramento da produção, como acesso a crédito, mercado de compra
de insumos e de venda dos seus excedentes, financiamento para aquisição de maquinaria,
compra de sementes geneticamente melhoradas etc. Em Moçambique, a produção está focada
no autossustento das famílias devido a fraca produção e produtividade que se verifica por conta
do baixo nível da adoção das tecnologias de produção que influenciam negativamente o
aumento de produção.
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