Processamento hidrotérmico da casca de soja visando a obtenção de açúcares fermentescíveis, bio-óleo e hidrocarvão
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Data
2025-03-06Primeiro coorientador
Abaide , Ederson Rossi
Primeiro membro da banca
Bizzi, Cezar Augusto
Segundo membro da banca
Brondani, Leoni Nogueira
Terceiro membro da banca
Pereira, Fernanda da Cunha
Quarto membro da banca
Resende, Fernando Luis Pacheco
Metadata
Mostrar registro completoResumo
Nesta tese, a casca de soja foi submetida a diferentes processos hidrotérmicos, incluindo
explosão a vapor e hidrólise subcrítica/liquefação hidrotérmica, em uma unidade
multipropósito, que foi montada para o desenvolvimento deste trabalho. O prétratamento por explosão a vapor, com e sem catalisador ácido (0,5% m/m H2SO4), foi
realizado em diferentes tempos de residência para obter um sólido rico em celulose,
atingindo até 98% m/m. A melhor condição desse pré-tratamento, correspondente a
180 °C, sob 5 MPa, durante 5 minutos, foi realizada de forma integrada à hidrólise
subcrítica (230 e 260 °C, razão solvente/alimentação S/F de 40 e 80), na mesma
unidade, em uma única corrida experimental, apenas modificando as condições de
pressão e temperatura.O caldo obtido foi analisado por cromatografia líquida de alta
eficiência para quantificação de açúcares fermentescíveis, ácidos orgânicos e inibidores.
Foi obtido um rendimento de açúcares fermentescíveis de 19,19 ± 0,49 g /100 g de
casca de soja a 230 °C e S/F-80 no processo integrado, o que representa um aumento no
rendimento de 3,3 vezes em comparação ao rendimento obtido com a biomassa não
tratada. O processamento hidrotérmico em modo semi-contínuo também foi aplicado à
casca de soja in natura sob diferentes temperaturas (230, 260, 300 e 340 °C) e nas
mesmas razões avaliadas no processamento integrado. Uma extração líquido-líquido
com diclorometano permitiu a separação do bio-óleo, cujo rendimento máximo foi de
30,72 ± 0,18 g/100 g de casca sob 260 °C e S/F-80. O estudo também avaliou os perfis
cinéticos e caracterizou os produtos sólidos (hidrocarvão) e líquidos (bio-óleo),
destacando seus poderes caloríficos superiores, que chegaram a 30,14 ± 0,11 MJ/kg
para o hidrocarvão e 24,86 ± 0,09 MJ/kg para o bio-óleo.
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