Aspectos qualitativos da água subterrânea no Campus da UFSM, Santa Maria - RS
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Data
2005-02-28Autor
Moreira, Celina Maria Dutra
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Mostrar registro completoResumo
Atualmente há um aumento significativo do uso das águas subterrâneas, devido ao menor custo de tratamento, distribuição e, principalmente, escassez de recursos hídricos. Ao longo dos anos foram perfurados 40 poços tubulares para abastecer cerca de 17.000 pessoas, que circulam no Campus da UFSM, segundo a Prefeitura Universitária. Entretanto, apenas 20 poços estão ativos, para suprir um consumo médio de 850m³/dia de água tomando por base um consumo de 50 litros por pessoa dia (NBR 7229/93). Esse abastecimento é feito totalmente por poços tubulares e as águas subterrâneas são explotadas por meio de dois tipos de equipamentos, por compressor ou bomba submersa. Assim, teve-se como objetivo investigar a situação de potabilidade e disponibilidade das águas subterrâneas no Campus, através da coleta e preparação de um banco de dados, análise da condição de funcionamento dos poços, avaliação da qualidade físico-química e bacteriológica das águas desses poços, além de investigar os parâmetros hidrodinâmicos disponíveis e fornecer subsídios técnicos para a outorga dos recursos hídricos subterrâneos da área estudada. Identificou-se que alguns poços apresentam perfis geológicos de perfuração e análises físico-químicas e bacteriológicas das águas realizadas com certa periodicidade. Sendo que as águas estão de acordo com as exigências hidro-sanitárias e com as normas estabelecidas para consumo humano (OMS e Portaria nº518/04). Posteriormente, com o programa Surfer 8.0 representou-se a distribuição espacial da altitude, profundidade, nível estático e vazões dos poços, além da rede de fluxo das águas subterrâneas. Ainda elaborou-se o mapa geológico, perfis litológicos e geológicos dos poços. Simulou-se situações de bombeamento a fim de fornecer subsídios à gestão das águas subterrâneas no Campus da UFSM. Verificou-se também que não há um bom controle dos níveis piezométricos e conforme os dados de nível estático dos poços, notou-se que sofreram rebaixamento no decorrer dos anos e diminuição da vazão, fatores provavelmente oriundos do aumento do consumo de água ou das alterações climáticas que alteram a capacidade de recarga do aqüífero conforme observado no desenvolvimento do balanço hídrico climático dos últimos cinco anos. O sistema aqüífero explorado é raso com profundidades dos poços variando entre 51m a 128m e faz parte da Bacia do Paraná, pertencendo ao Sistema Aqüífero Guarani.