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dc.creatorMarchesan, Rafaela Quintana
dc.date.accessioned2019-05-23T21:45:36Z
dc.date.available2019-05-23T21:45:36Z
dc.date.issued2018-03-28
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufsm.br/handle/1/16631
dc.description.abstractThis project aimed to comprehend the perception of community healthcare agents towards the listening mechanism, in the work with mental health demands. Therefore, it was aimed to understand, by the professionals’ point of view, which resources and conditions are important to perform a qualified listening; to identify ease and/or difficulties found by professionals when using listening in situations that involve psychological suffering; to comprehend the mobilised feelings when the professional performs the listening involving psychological suffering and, finally, to identify if professionals recognize results/effects on healthcare users throughout the opening for listening. As for the methodology, the project followed a clinicalqualitative approach and data collection occurred through a semi-directed interview of openended questions. There were interviewed eight community healthcare agents of a Family Health Strategy from Santa Maria. Data analysis was performed through content analysis. Results pointed out to the performance of a qualified listening, indeed, by research participants, with the integration of recommendations and attributes proposed by the literature. Besides that, participants affirmed that had perceived effects on healthcare users after the performance of the listening, and pointed out pleasing case reports when listening was applied as an intervention. Moreover, it was presented a concern with the phenomenon of suffering medicalisation, in which listening and other interventions that are considered soft were indicated as strategies in face of such phenomenon. Furthermore, the relation of proximity perceived between healthcare users and community healthcare agents was approached with ambiguity by participants, and there were pointed out its potentials and fragilities on the interventions and listening of these professionals. Participants mentioned difficulties with the topic of grief, as because of the relation of proximity with healthcare users, as due to doubts regarding the ways of approaching the subject with those users. Moreover, the intervention, in face of situations that involved risk of suicide, psychotic symptoms and crisis attention seem to have raised discomfort, fear and insecurity in the professionals who were interviewed. Nevertheless, it stands out that community healthcare agents have been using the resource of listening as a possibility of healthcare in face of such situations. Finally, the topic of social isolation and loneliness experienced by healthcare users was pointed out as an issue which professionals tend to consider hard to intervene and to listen to, although they aim to use some strategies to confront such phenomenon. Lastly, it is emphasized the necessity of community healthcare agents to possess tools and mechanisms to strengthen them in order to perform a qualified listening, such as the example of matrix support, of teamwork, of continuing education and of a well structured mental health network.eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpor
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal de Santa Mariapor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/*
dc.subjectSaúde mentalpor
dc.subjectEstratégia saúde da famíliapor
dc.subjectAgentes comunitários de saúdepor
dc.subjectMental healtheng
dc.subjectFamily health strategyeng
dc.subjectCommunity healthcare agentseng
dc.titleA escuta qualificada como dispositivo no cuidado em saúde mental na atenção básicapor
dc.title.alternativeThe qualified listening as a tool for mental health in primary healthcareeng
dc.typeDissertaçãopor
dc.description.resumoEste projeto se propôs a compreender a percepção de agentes comunitários de saúde a respeito do dispositivo da escuta, no trabalho com as demandas de saúde mental. Para tanto, buscou-se entender, do ponto de vista dos profissionais, que recursos e condições são importantes para a realização de uma boa escuta; identificar as facilidades e/ou dificuldades encontradas pelos profissionais na utilização da escuta em situações que envolvam o sofrimento psíquico; compreender os sentimentos mobilizados quando o profissional realiza a escuta envolvendo o sofrimento psíquico e, por fim, identificar se os profissionais percebem resultados/efeitos no usuário a partir da abertura para a escuta. No que se refere à metodologia, o projeto seguiu uma abordagem clínico-qualitativa, e a coleta de dados ocorreu através da entrevista semidirigida de questões abertas. Foram entrevistados oito agentes comunitários de saúde de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Santa Maria. A análise do material foi realizada através da análise de conteúdo. Os resultados apontam para a realização de uma escuta de fato qualificada pelos participantes da pesquisa, com a incorporação das recomendações e atributos propostos pela literatura. Ademais, os participantes referem perceber efeitos nos usuários após a realização da escuta, e apontam casos gratificantes quando a escuta foi utilizada como intervenção. Esteve presente, além disso, uma preocupação com o fenômeno da medicalização do sofrimento, onde a escuta e outras intervenções consideradas leves foram indicadas como uma estratégia para fazer frente ao fenômeno. Além disso, a relação de proximidade presente entre usuários e agentes comunitários de saúde foi abordada com ambiguidade pelos participantes, e foram apontadas suas potencialidades e fragilidades na intervenção e escuta destes profissionais. Os participantes referem, ainda, dificuldades diante do tema do luto, dadas tanto pela relação de proximidade com os usuários, quanto pelas dúvidas na abordagem do assunto com os mesmos. A intervenção, ainda, diante das situações que envolviam risco de suicídio, sintomas psicóticos e atenção à crise parecem gerar desconforto, medo e insegurança nos profissionais entrevistados. Contudo, destaca-se que os agentes comunitários de saúde têm utilizado o recurso da escuta como possibilidade de cuidado diante desses casos. Por fim, a questão do isolamento social e da solidão experimentada pelos usuários foi apontada como um tema sob o qual os profissionais consideram difícil intervir e escutar, embora busquem utilizar algumas estratégias para fazer frente ao fenômeno. Salienta-se, por fim, a necessidade dos agentes comunitários de saúde disporem de ferramentas e dispositivos que os instrumentalizem e fortaleçam para a realização de uma escuta qualificada, a exemplo do apoio matricial, do trabalho em equipe, da formação continuada e de uma rede bem estruturada de atenção em saúde mental.por
dc.contributor.advisor1Arpini, Dorian Mônica
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7359875094778140por
dc.contributor.referee1Beck, Carmem Lúcia Colomé
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2883979357361814por
dc.contributor.referee2Wottrich, Shana Hastenpflug
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3576679614859329por
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1494720152329119por
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentPsicologiapor
dc.publisher.initialsUFSMpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologiapor
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApor
dc.publisher.unidadeCentro de Ciências Sociais e Humanaspor


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