Biopsicossocial, organizacional e espiritual: proposição de um modelo de análise dos antecedentes contextuais de engajamento do trabalho
Fecha
2018-10-22Primeiro membro da banca
Limongi-França, Ana Cristina
Segundo membro da banca
Faller, Lisiane Pellini
Terceiro membro da banca
Camargo, Maria Emília
Quarto membro da banca
Estivalete, Vania de Fátima Barros
Metadatos
Mostrar el registro completo del ítemResumen
A análise da Abordagem Biopsicossocial e Organizacional (BPSO) de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e dos Fatores de Risco Psicossociais no Trabalho (FRPT) é abrangente, multidimensional e está em acelerado processo de construção conceitual. De modo geral, vem se tratando de temáticas a partir de forte carga subjetiva de avaliação e que visam proporcionar melhorias no ambiente organizacional, com foco na humanização e no Engajamento no Trabalho (FERNANDES, 1996; LIMONGI-FRANÇA, 2015; ALFENAS e RUIZ, 2015). Diante desta perspectiva, este estudo tem como objetivo analisar de que modo se estabelecem as possíveis relações de predição da abordagem BPSO em conjunto a espiritualidade no trabalho e dos fatores psicossociais relacionados ao estresse como antecedentes contextuais do engajamento no trabalho, a partir da construção de um modelo integrador de gestão de comportamento organizacional no enquadramento de uma perspectiva de visão integral dos servidores de uma IES pública. A presente pesquisa caracteriza-se quanto aos aspectos metodológicos como um estudo de campo, exploratório e descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa em uma amostra de 528 servidores públicos Técnico Administrativos em Educação. A abordagem qualitativa foi realizada com o objetivo de desenvolver e adaptar um instrumento de coleta tendo como base a Abordagem BPSO de Limongi-França (1996) em conjunto com Espiritualidade no Trabalho, aqui denominado de BPSO+E. Para tanto, a metodologia de design thinking foi utilizada por meio da operacionalização de cinco etapas distintas (imersão, ideação, prototipação, evolução e modelo final). Os dados foram tratados e analisados a partir de análise de conteúdo (BARDIN, 2017), entrevista com especialistas e pré-teste. Já a abordagem quantitativa deu-se por meio de três modelos teóricos: i) adaptação do modelo da BPSO+E; ii) Health Safety Executive - Indicator Tool (HSE-IT), validado por Edwards et al. (2008); e, Utrecht Work Engagement Scale (UWES) de Schaufeli e Bakker (2003). Os dados foram tratados foram tratados a partir de estatística univariada e multivariada e os três modelos e o modelo final foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais (MEE). Nos resultados, os dados revelaram que a caracterização geral do perfil da amostra é composta predominantemente por mulheres, entre 26 e 35 anos, com alta escolaridade (especialistas e mestres) com até 5 anos de instituição. Na análise dos fenômenos, os três modelos obtiveram índices de ajuste adequados após a exclusão de variáveis, sendo portanto validados estatisticamente. Quanto a percepção dos respondentes, foi verificado uma maior insatisfação com os indicadores biológicos e sociais de QVT e maior satisfação em relação aos organizacionais, espirituais e psicológicos. No geral, os fatores psicossociais não apresentaram riscos a amostra, porém as dimensões comunicação e mudanças, apoio da chefia e demandas foram as que obtiveram maior associação ao estresse no trabalho. Em paralelo, foi verificado que os servidores estão engajados no trabalho. Por fim, os resultados das 5 hipóteses do modelo final foram confirmadas na análise da MEE. Na análise do modelo final, constatou-se relação entre os fenômenos estudados. Verificando-se assim, um efeito aqui denominado como ‘‘dominó’’, pois a partir da análise destas hipóteses verificou-se que a satisfação com abordagem BPSO+E minimiza os riscos psicossociais associados ao estrese e que consecutivamente impacta no engajamento no trabalho.
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