Estudo multifacetado e rede de suporte social de idosos

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Date
2018-08-31Primeiro membro da banca
Beuter, Margrid
Segundo membro da banca
Rosa, Patricia Viana da
Terceiro membro da banca
Hildebrandt, Leila Mariza
Metadata
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O envelhecimento progressivo da população demanda da sociedade que esteja preparada
para mudanças em todos os setores organizacionais. Isto porque, embora muitos idosos
sejam autônomos e ativos, é necessário considerar as perdas graduais e as mudanças
inerentes ao processo de envelhecer do ser humano. Vale destacar que o envelhecer ocorre
de forma distinta nos diferentes contextos sociais. Nesse sentido, é necessário, também,
observar as especificidades do processo de envelhecimento das pessoas que envelheceram
tanto no meio rural, quanto no meio urbano. A constatação de que o idoso experimentou
diferentes desafios no decorrer de sua existência irá afetar as suas condições de vida.
Considerando que estes fatores estão intimamente relacionados, este estudo centra-se em
uma avaliação multifacetada do idoso, reunindo dados psicossociais e funcionais da pessoa
idosa. Teve-se como objetivo geral para esta pesquisa: Analisar o perfil multifacetado
relacionado à saúde de idosos residentes em um município de pequeno porte do Rio
Grande do Sul, incluindo suas redes sociais. Para tanto, realizou-se um estudo de
abordagem quantitativa, descritivo-analítico, de inquérito domiciliar com idosos. Para a
caracterização dos idosos utilizou-se um questionário referente a dados sociodemográficos,
hábitos de vida e relacionados à saúde, além de questões relativas a sua participação
social. A avaliação das condições de saúde e de fragilidade dos participantes foi realizada
utilizando-se o Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 (IVCF-20), para a verificação
das redes sociais do idoso utilizou-se a Escala Breve de Redes Sociais de Lubben (LSNS-6)
e o nível cognitivo foi avaliado com a utilização do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM).
Para a análise dos dados utilizou-se análises estatísticas descritiva, simples absolutas e
percentuais. As associações entre variáveis categóricas foram estudadas a partir de testes
paramétricos, como qui-quadrado e teste Tukey e ANOVA. Participaram do estudo 351
idosos, com prevalência do sexo feminino, baixa escolaridade e idade entre 60 e 70 anos. A
maior parte é casado e residente na área rural, prevaleceu a baixa escolaridade, renda de
até um salário mínimo com 2 a 3 dependentes. Neste estudo, com relação aos grupos
etários, verificou-se que não houve diferença de apoio recebido em relação às idades dos
idosos. No entanto, relativo à escolaridade observou-se que, entre aqueles sem
escolaridade e os que estudaram de 1 a 4 anos, o apoio social recebido é significativo.
Neste estudo classificaram-se os idosos com baixo risco de vulnerabilidade clínico-funcional
(robustos) aqueles com pontuação de 0 a 6 pontos, com moderado risco (pré-frágeis) com
pontuação de 7 a 14 e idosos com alto risco de vulnerabilidade clínico-funcional (frágeis)
com pontuação de 15 ou mais. Segundo a territorialidade do idoso, observa-se que 76,3%
dos idosos robustos residem em área rural e 20,8% dos idosos pré-frágil, seguidos de 9,4%
dos idosos frágeis residem no território urbano. Também, se identificou que houve alta
prevalência de declínio cognitivo entre os idosos estudados. Os resultadoss constituem-se
em uma preocupação e identificar os fatores preditores de vulnerabilidade clínico funcional
podem auxiliar na construção de estratégias para minimizar seus efeitos.
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