Fatores determinantes da modernização agrícola na região sul do Brasil

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Date
2021-02-10Primeiro coorientador
Pinto, Nelson Guilherme Machado
Primeiro membro da banca
Bender Filho, Reisoli
Segundo membro da banca
Sousa, Eliane Pinheiro de
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No decorrer dos anos, a produção agrícola brasileira vem crescendo e se
destacando, tanto nacional quanto internacionalmente, devido aos avanços
tecnológicos e à demanda global por alimentos. O agronegócio brasileiro encontrase
entre os principais players e produtores agroindustriais mundiais, sendo um dos
maiores exportadores de soja, laranja, carnes bovina, suína e de aves. Sua
produção e exportações geram empregos, renda, divisas, desenvolvimento e
representam uma grande fatia do Produto Interno Bruto (PIB), garantindo equilíbrio
na balança comercial brasileira. Fatores como clima, relevo, solo, índices
pluviométricos, mão de obra, tecnologia empregada, além de políticas públicas de
fomento à produção, tornam o Brasil um dos principais produtores de alimentos do
mundo. A fim de identificar os fatores condicionantes da modernização agrícola nos
municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, utilizou-se
a técnica de análise fatorial para realizar o cálculo do Índice de Modernização
Agrícola (IMA), com o intuito de hierarquizar os municípios dos três estados da
Região Sul do Brasil em termos de modernização agrícola. Após, foi aplicada a
Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), visando analisar como ocorre a
distribuição espacial em relação à intensidade da modernização da agricultura nos
três estados. A principal contribuição do estudo concentra-se em responder se
houve modernização agrícola na Região Sul brasileira no decorrer dos anos e, mais
especificamente, entre os Censos Agropecuários, de 2006 e 2017, amparando-se
em estudos anteriores dessa temática e abrangendo toda a Região Sul do país, haja
vista seu potencial econômico, produtivo e agropecuário. Os principais resultados
obtidos apontam que os municípios que obtiveram elevado IMA estão localizados
nas mesorregiões Noroeste e Centro Oriental gaúcha, Vale do Itajaí e Oeste
Catarinense, e Oeste, Norte Central e Metropolitana Paranaense. Essas regiões
concentram vários dos principais municípios produtores agrícolas de soja, milho,
arroz, trigo, cultivo de videiras e hortifrutigranjeiros e, ainda, abrigam grandes
cidades com desenvolvimento industrial voltado ao agronegócio. Desse modo, por
meio da AEDE, foi possível confirmar a hipótese de que a distribuição espacial da
modernização da agricultura é não aleatória, em virtude da correlação positiva do
IMA. Nesse sentido, através da análise dos mapas de clusters LISA, identificaram-se
dois tipos diferentes de clusters bem definidos, tanto para 2006 quanto para 2017. O
primeiro bem definido foi do tipo alto-alto (AA), e o segundo, do tipo baixo-baixo
(BB). Por fim, pode-se afirmar que, de certa forma, existe uma relatividade no IMA,
havendo um contraste das regiões mais desenvolvidas com as menos
desenvolvidas, sendo imprecisa a generalização de que os municípios sejam mesmo
tecnologicamente desenvolvidos.
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