Estimativa das perdas físicas e econômicas na colheita da soja em propriedades da região de Palmeira das Missões

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Date
2020-12-28Primeiro coorientador
Velho, João Pedro
Primeiro membro da banca
Santana, Antônio Cordeiro de
Segundo membro da banca
Rhoden, Anderson Clayton
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O objetivo da presente pesquisa foi quantificar as perdas físicas e econômicas na pré-colheita e colheita da soja (Glycine max.) e os fatores que podem influenciar as mesmas. Analisaram-se dados segundo os diferentes modelos de colheitadeiras, ano de fabricação, tamanho de plataforma, sistemas de trilha, altura de inserção da primeira vagem, altura de corte, velocidade de deslocamento no momento da colheita, tipo de revisão das máquinas e os fatores ligados ao operador como idade, escolaridade e participação de cursos. Utilizou-se um questionário estruturado para realizar a caracterização das propriedades rurais onde os dados de perdas foram coletados e a percepção dos proprietários em relação às perdas no processo de colheita e transporte do grão de soja. Os dados foram coletados nos meses de março e abril dos anos de 2015 e 2019, nos municípios de Palmeira das Missões, São Pedro das Missões, Sagrada Família, Cerro Grande, Jaboticaba e Novo Tiradentes, todos localizados na Região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Foram coletadas 215 amostras na pré-colheita, 215 na plataforma e 215 no sistema de trilha separação e limpeza (STSL) em propriedades de 29 produtores. Ao total, foram avaliadas as perdas de 72 colheitadeiras autopropelidas, com ano de fabricação entre 1986 a 2018. A estimativa de perdas foi realizada pelo método de pesagem dos grãos e foram coletadas amostras de uma área de 2m2, avaliando as perdas na pré-colheita, na plataforma, STSL, na máquina e no total. Entre os principais resultados, destaca-se que as maiores perdas ocorreram na plataforma e foram em média 1,41 sc.ha-1, refletindo nas perdas da máquina e total, 2,49 e 2,98 sc.ha-1, respectivamente. O fator ano de fabricação, modelo (marca comercial), tipo de revisão apresentaram diferença (P<0,05), enquanto para o modelo (helicoidal e draper) e tamanho de plataforma, sistemas de trilha (convencional e axial), altura de inserção da primeira vagem, altura de corte, velocidade de deslocamento no momento da colheita e fatores ligados ao operador como idade, escolaridade, participação de cursos não apresentaram diferença estatística (P>0,05) para as perdas de colheita. As perdas médias totais dos produtores avaliados foram de 2,98 sc.ha-1, gerando uma perda econômica de R$ 228,83 por ha-1. Em relação a posição dos proprietarios as maiores perdas ocorrem em função da idade da colheitadeira, altura de corte (cm), na não utilização de tecnologias avançadas de precisão e na velocidade inadequada na colheita. Desta forma, considerando o desperdício de alimentos e que em países em desenvolvimento, como o Brasil, esse desperdício é maior ou mais concentrado na pré-colheita e colheita a monetização destas perdas, baseado na média de preço da soja na safra 2019/2020. Os resultados apontam para a necessidade de adoção de medidas preventivas, como a revisão das colheitadeiras antes da colheita, para mitigar o impacto negativo das perdas na produção de grãos de soja na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.
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