A escola regular contemporânea e o aluno surdo/deficiente auditivo: dos modos de subjetivação para as singularidades produzidas no contexto das experiências escolares

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Data
2020-10-02Primeiro membro da banca
Traversini, Clarice Salete
Segundo membro da banca
Martins, Vanessa Regina de Oliveira
Terceiro membro da banca
Tomazetti, Elisete Medianeira
Quarto membro da banca
Possa, Leandra Boer
Metadata
Mostrar registro completoResumo
Esta Tese foi realizada no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria (PPGE/UFSM), na Linha de Pesquisa em Educação Especial, Inclusão e Diferença, e tem como objetivo principal compreender como vêm se produzindo modos de ser aluno surdo/deficiente auditivo na escola regular contemporânea, a partir das experiências escolares nesse contexto. Os objetivos específicos são: analisar as condições de possibilidade para a emergência da sociedade de aprendizagem na lógica neoliberal; examinar o movimento da escola contemporânea de uma ênfase centrada na aprendizagem ao longo da vida para uma ênfase nas experiências singulares dos sujeitos; e identificar as experiências escolares que emergem na escola regular como possibilidades de resistência à lógica escola-empresa. Tais proposições filiam-se ao campo teórico-metodológico de perspectiva pós-estruturalista em educação, com inspiração nos Estudos Foucaultianos. Os conceitos-ferramenta de subjetivação e de experiência são colocados em operação a partir da produção de dados em duas escolas regulares da rede pública de ensino de Santa Maria (RS). Os sujeitos participantes foram três alunos surdos/deficientes auditivos, professores, educadores especiais, gestores e uma mãe, com quem foram realizadas entrevistas narrativas, observações e dinâmicas. Foi produzido um diário de campo, e documentos oficiais das escolas, como o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar, foram analisados. Somando-se a este empreendimento analítico no cotidiano escolar, a Tese apresenta uma seleção de documentos oficiais na área da educação e da educação especial, com os quais procurei entender em que medida o conceito de sociedade de aprendizagem veio ganhando espaço no cenário mundial nas últimas décadas. Essa discussão se fez necessária para compreender os efeitos de determinado regime de verdade em certas formas de subjetivação dos sujeitos escolares e para possibilitar o deslocamento para outros modos de pensar a escola, seus sentidos e sujeitos. Pensar em uma linguagem escolar e em possibilidades pedagógicas que não se restrinjam a atender a objetivos econômicos e à formação de trabalhadores a serem absorvidos pelas exigências do mercado é dar sentido ao mundo e ao estar no mundo. Assim, na articulação entre escola regular, alunos surdos/deficientes auditivos e experiências escolares, compreendo que existem processos de subjetivação produzidos nas singularidades das escolas pesquisadas e de seus alunos que possibilitam defender a seguinte tese: nas experiências escolares de/com alunos surdos/deficientes auditivos que atentam para um olhar mais sensível às suas singularidades, a partir de práticas pedagógicas que envolvam mais empatia e o respeito com o outro, identifico possibilidades de resistência à educação escolar conteudista que conduz à produção de sujeitos máquinas de aprender e ser.
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