Exposição a uma dieta rica em sal altera a resposta ao estresse diferentemente em ratos machos e fêmeas
Fecha
2024-08-08Primeiro membro da banca
Furian, Ana Flavia
Segundo membro da banca
Boeck, Carina Rodrigues
Terceiro membro da banca
Bortolatto, Cristiani Folharini
Quarto membro da banca
Pinton, Simone
Metadatos
Mostrar el registro completo del ítemResumen
A média de consumo de sal dos brasileiros é de 12g diárias, o que é muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, pois em 2023 a orientação de consumo máximo era em torno de 5g de sal de cozinha por dia, o que equivale a 2,00g de sódio diários. O consumo de sal para crianças deve ser ainda menor e ajustado de acordo com seus requerimentos energéticos. O consumo de alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, principalmente os declarados “zero açúcar”, que possuem um alto teor de sódio, pode causar além dos efeitos comumente observados no sistema cardiovascular, um estado pró-inflamatório. Esse estado pró-inflamatório pode ter influência sobre o surgimento de doenças neuropsiquiátricas incluindo estresse pós-traumático, depressão e ansiedade. Novas evidências trazem o sal como um modificador comportamental em roedores, abrindo novas possibilidades de estudo. O objetivo desta tese foi estudar os efeitos da exposição a uma dieta rica em sal, subaguda e subcrônica, na resposta ao estresse em ratos machos e fêmeas. Para tanto, a tese está apresentada em dois capítulos, o primeiro em formato de um artigo científico e o segundo em forma de um manuscrito. No primeiro protocolo (Artigo), ratos Wistar machos e fêmeas foram expostos a uma dieta rica em sal (NaCl 8% p/p) por 44 dias desde o desmame. Foram avaliados os efeitos dessa dieta sobre comportamentos referentes aos fenótipos de anedonia e depressão/enfrentamento ao estresse e também sobre padrões metabólicos e níveis de leptina e grelina hipotalâmicos. No segundo protocolo (manuscrito) foi estudado o efeito da exposição subaguda (7 dias) a uma dieta rica em sal (NaCl 8%, p/p) sobre parâmetros comportamentais de enfrentamento ao estresse em ratos machos e fêmeas (45 dias de idade) e marcadores bioquímicos de funcionalidade renal. Os resultados da tese indicam que ratos machos expostos subcronicamente (44 dias) a uma dieta rica em sal apresentaram um fenótipo de enfrentamento ativo ao estresse em relação ao controle, sem evidências de anedonia em machos e fêmeas. A dieta não alterou parâmetros bioquímicos plasmáticos de funcionalidade renal ou metabólica, nem a peroxidação lipídica no rim de ratos de ambos os sexos. Os níveis de leptina e grelina hipotalâmicas permaneceram inalterados. Em um modelo de exposição subaguda (7 dias), ratos machos mostraram enfrentamento passivo ao estresse, com redução da preferência social, mas sem alteração no comportamento de construção de ninho. Novamente, não houve diferenças em parâmetros bioquímicos de funcionalidade renal e peroxidação lipídica no rim em ambos os sexos. Em ambos os protocolos as fêmeas se mostraram resilientes às alterações provocadas pela dieta frente aos testes aplicados, tendo apenas níveis plasmáticos de sódio ligeiramente aumentados. Conclui-se que o tempo de exposição à dieta rica em sal altera a resposta ao estresse em ratos machos diferentemente, enquanto fêmeas são menos suscetíveis a essas alterações, independentemente do tempo de exposição.
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