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dc.contributor.advisorAraujo, Luiz Ernani Bonesso de
dc.creatorBudó, Marília Denardin
dc.date.accessioned2016-01-12T11:37:49Z
dc.date.available2016-01-12T11:37:49Z
dc.date.issued2006-12-18
dc.date.submitted2006
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufsm.br/handle/1/1184
dc.descriptionMonografia (especialização) - Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Sociais e Humanas, Curso de Especialização em Pensamento Político Brasileiro, RS, 2006.por
dc.description.abstractAs the 1980’s marked the democratic opening in Brazil and, consequently, the participative enthusiasm and the resurrection of the struggle for rights movements, covered up by the military dictatorship repression, the 1990’s showed how twenty years of dictatorship and the authoritarianism history in this country maintain their deep marks. In the 1990’s there were much repression against social movements, pointing out, in this present research, the Movement of the Landless Rural Workers (MST). It still grows nowadays, the falling tendency of the State social politics, inside the paradigm of the neo-liberal globalization, and, on the other hand, its coercive power also grows. The aim of this research is to study, in that context, the social construction of the social struggles as criminals in the assemblage reactions of the media, the government and the society face to the farms occupation by the landless agriculturists. The dialectic broach method is used to investigate the object in a contextualized way, as a dynamic and historical element and through its contradictions. As a procedure, the monographic method was adopted, through a documental and bibliographical search. Thus, after studying in the first chapter, the problem of the heavy field concentration in one’s hand in Brazil, in the second chapter, this research tries to analyze how the political performance of MST happens, through the farm occupations and other actions, intending to pressure the government to achieve leisure fields to agrarian reforms; and also studying the different forms of violence that worry people in those farms. The third chapter is about the modifications that the State brought by the neo-liberal globalization, trying to verify the problems on the agrarian conflicts in the social State falling and the Penal State rising context, in the critic criminology mark. In conclusion, the growing search for a penal system as a way to solve struggles is, face to a context where it is illegitimated, a poor and excluded people contention from fields and cities. As the government does not have the autonomy to be a barrier to agribusiness and to realize the agrarian reform, it appeal to the illegality of the MST actions, individualizing the conflicts and consequently making them depoliticized, intending to stop them with no needing of structural changes. There is a great relevance to the social movements, like MST, show the urgency of a citizenship redefinition, to form a collective and participative movement aiming the emancipation. Just in those plans, with a democracy redefinition, it seems possible to finish the violence that is devastating the fields.eng
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal de Santa Mariapor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectMST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)por
dc.subjectCriminalizaçãopor
dc.subjectGlobalizaçãopor
dc.subjectReforma agráriapor
dc.titleA questão agrária e o MST no contexto de criminalização do socialpor
dc.title.alternativeThe agrarian issue and the MST in the social criminalization contexteng
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso de Especializaçãopor
dc.degree.localSanta Maria, RS, Brasil.por
dc.degree.specializationPensamento Político Brasileiropor
dc.description.resumoAssim como a década de oitenta marcou a abertura democrática no Brasil e, conseqüentemente, o entusiasmo participativo e o ressurgimento dos movimentos de luta pelos direitos, abafados pela repressão da ditadura militar, a década de noventa demonstrou o quanto os vinte anos de ditadura e a história do autoritarismo no país mantêm suas marcas profundas. Os anos noventa foram de grande repressão aos movimentos sociais, destacando-se, na abordagem desse trabalho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cresce, ainda, nos dias atuais, a tendência de queda das políticas sociais do Estado, dentro do paradigma da globalização neoliberal, e, ao mesmo tempo, ascende seu poder coercitivo. Este trabalho busca estudar, nesse contexto, a construção social dos conflitos sociais como criminais, no conjunto das reações da mídia, do governo e da sociedade às ocupações de propriedades pelos agricultores sem terra. Utiliza-se o método de abordagem dialético, para investigar o objeto de forma contextualizada, como elemento dinâmico, histórico e através de suas contradições. Como procedimento, foi adotado o método monográfico, através da pesquisa documental e bibliográfica. Para tanto, após estudar, no primeiro capítulo, o problema da concentração fundiária no Brasil, no segundo capítulo, o trabalho busca analisar a forma como se dá a atuação política do MST, através das ocupações de terras e outras ações, no intuito de pressionar o governo para realizar as desapropriações para fins de reforma agrária, estudando, também, a questão das diferentes formas de violência que afligem o campo. No terceiro capítulo, aborda-se as modificações no Estado trazidas pela globalização neoliberal, procurando verificar o problema dos conflitos agrários no contexto de queda do Estado social e ascensão do Estado Penal, no marco da criminologia crítica. Conclui-se que a crescente busca pelo sistema penal como forma de solução de conflitos é, diante de um contexto em que o mesmo se encontra deslegitimado, uma forma de contenção dos pobres e excluídos do campo e da cidade. Não possuindo o Estado a autonomia para fazer frente ao agronegócio, e realizar efetivamente a reforma agrária, apela-se para a ilegalidade dos atos do MST, individualizando os conflitos e, conseqüentemente, despolitizando-os, no intento de contê-los sem a necessidade de mudanças estruturais. Destaca-se a importância de os movimentos sociais, como o MST levantarem a urgência da redefinição da cidadania, para designar um movimento coletivo e participativo buscando a emancipação. Somente nesses planos, com a conseqüente redefinição da democracia, parece possível fazer frente às violências que assolam o campo.por
dc.publisher.unidadeCentro de Ciências Sociais e Humanaspor


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